terça-feira, 13 de outubro de 2015

Qual moto comprar entre R$ 10 mil e R$ 25 mil? Conheça 18 opções

O departamento de marketing das fábricas não cansa de vender a ideia de que as motos de 250 cc são a evolução natural do motociclista que tinha uma CUB de 100 cc ou uma street de 125/150cc. Eles não estão errados. Todo motociclista de longa data certamente começou com uma moto menor e, em algum momento da vida, trocou por outra com mais potência. Se você se encontra nesse estágio de sua jornada como motociclista, este superguia vai ajudá-lo. Infomoto lista 18 modelos, de R$ 10 mil a R$ 25 mil, que podem ser uma boa pedida a quem quer subir de segmento nas duas rodas. O ranking abre espaço para pequenas aventureiras, miniesportivas; scooters e até motos de uso misto, com porte que vai de 250 cc até 600 cc. Além das impressões sobre desempenho, a reportagem apresenta preços para reposição de peças e cotações de seguro (com cotação baseada em um homem solteiro de 35, morador da zona sul de São Paulo (SP). Tudo para que você acerte na hora de escolher sua nova moto. Confira: Ampliar Fazer 250 YS15 fotos 1 / 15 O propulsor da nova Yamaha Fazer 250 YS 2013 oferece bom rendimento em baixas e médias rotações, graças ao bom torque Leia mais Doni Castilho/Infomoto YAMAHA FAZER YS 250 – R$ 11.760 (R$ 12.030 BlueFlex) Sucesso de vendas, a Fazer YS 250 é uma motocicleta urbana de nascença, mas que reúne versatilidade, confiabilidade, conforto, economia e agilidade para também encarar viagens curtas. Com a vantagem de que, desde 2012, o motor monocilíndrico de 249 cm³, de 21 cv, passou a contar com a tecnologia bicombustível (versão BlueFlex). O visual é harmonioso e o conjunto ciclístico, bastante macio e estável. Quanto custa manter? +Seguro: R$ 2.616,00 +Pastilha dianteira: R$ 100,00 +Pastilha traseira: R$ 100,00 +Pisca dianteiro esquerdo: R$ 55,50 +Manete esquerdo: R$ 23,00 +Retrovisor esquerdo: R$ 60,00 +Conjunto óptico: R$ 240,00 +Troca de óleo: R$ 65,00 +Garantia: 1 ano Ampliar

Motoqueiros entregam presentes para crianças da área rural de Cacoal, RO – notícias em Rondônia | G1

Cerca de 80 motoqueiros de Cacoal (RO), município a 480 quilômetros de Porto Velho, deixaram os familiares em casa nesta segunda-feira (12), Dia das Crianças, para fazerem a alegria de moradores da área rural do município. Durante todo o dia, a equipe Anjos das Trilhas irão visitar seis linhas rurais e distribuir a quantidade de 780 quites de brinquedos. A iniciativa é realizada há 10 anos. saiba mais Garoto de RO visita PM e sonha em ser policial: ‘eles prendem bandidos’ Dona de casa faz campanha para crianças carentes em Guajará, RO Dia das Crianças: fotos mostram ‘mundo da fantasia’ dos pequenos O presidente da Anjos das Trilhas, José Albano, conta que a ação começou pequena com a distribuição de apenas alguns brinquedos, porém com o tempo o projeto foi tomando proporções maiores e há 10 anos os integrantes da equipe se organizam para arrecadar e comprar brinquedos. “Este ano nós estaremos entregando o valor aproximado de R$ 3 mil em brinquedos. Esse dinheiro foi arrecadado entre os membros da equipe e através de doações de empresários. Escolhemos a área rural, pois sempre que trilhamos nas linhas, a ‘gurizada’ beira as estradas e começam a torce por nós”, conta Albano. Luiz Henrique levou toda a família para a entrega dos presentes (Foto: Magda Oliveira/G1) Luiz Henrique Furazi, de apenas 7 anos, acompanha os pais Nilso Vitorino de Souza a mãe Bianca Furazi e a irmã Larissa Dayanne Lima, de 19 anos, durante a entrega de presentes. Sobre sua pequena motocicleta, o garoto também enfrentou as trilhas para levar alegria aos moradores da área rural. “Eu acho legal fazer essa doação, pois tem muitas crianças que só irão receber os presentes que nós iremos dar”, comenta o garoto. A moradora da Linha 8 Elizângela da Silva Melo, de 27 anos, diz que seus quatro filhos, de 11, 8, 4 e 2 anos de idade, só irão ganhar os presentes dados pelos Anjos das Trilhas. “Não é fácil comprar presente para quatro crianças, nós do sítio não somos assalariados, por isso não dá para contar sempre com o dinheiro. Meus filhos são fãs desses motoqueiros, todas as vezes que eles passam, eles correm para a estrada”, conta Elizângela. Leia Mais: Fonte da noticia: G1

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Dá para viajar com qualquer moto? Especialista responde

60 comentários
Viajar de moto requer cuidados especiais (Foto: Divulgação)Motos podem levar a lugares de difícil acesso (Foto: Rafael Miotto/G1)
Nunca viajou de moto? Não sabe o que está erdendo... Já viajou, mas deu tudo errado? Tente de novo, pois poucos veículos dão a chance de viver tão intensamente cada metro percorrido. Mais do que medir sua aventura ou simples passeio em dias ou quilômetros rodados, viajar de motocicleta permite uma experiência única, cuja melhor medida é a emoção.
Onde dá para ir de moto? A todo lugar. Aviões precisam de aeroportos, barcos de uma baía calma para ancorar, carros, de estradas. Já motos... elas dispensam basicamente tudo. Há bem poucos lugares onde motos não chegam e, quando isso ocorre, é porque se trata de total impossibilidade – uma ilha, por exemplo – ou de uma escolha errada, como rumar para o Alasca em pleno inverno no hemisfério norte.
Exagerando, podemos dizer que são capazes de rodar onde ninguém jamais colocou o pé. Patagônia, Alasca, Chuí, Oiapoque, Ténéré, Atacama, Cabo Norte, Sahara, Sibéria são localidades onde, tenham certeza, motos chegaram nas mãos dos melhores motociclistas, o que não quer dizer, obrigatoriamente, dos mais habilidosos. Talvez o mais correto seria usar mais obstinados ou mais organizados.
Perseverança e prever o que pode dar errado é traço comum dos que conseguem atingir objetivos ao guidão, sejam eles grandiosos ou não.
Como escolher o roteiro
“Tenho uma Honda Biz 100 e quero ir visitar amigos em Buenos Aires. Será que consigo?” Imagino essa frase estampada num e-mail de um leitor que vive, por exemplo, em Fortaleza. O que eu responderia? Sim, claro que dá, mas sua atitude deve combinar com seu meio de locomoção. Tal roteiro extenso, montado em uma veículo de baixa cilindrada vai exigir tempo, muito tempo, e uma calma que a seleção natural reservou a poucos seres humanos. É seu caso?
Honda Biz 125 (Foto: Divulgação)Honda Biz pode viajar, mas seu tanque é pequeno
e a velocidade baixa (Foto: Divulgação)
Projetada para uso urbano, no qual não se considera a eventualidade de um posto de abastecimento de combustível estar muito distante de outro, a robusta e valente Biz (e sua congênere Yamaha Crypton) rodaria corajosamente os 5 mil quilômetros de chão que separam as duas cidades.
No entanto, apesar da economia de combustível ser um ponto forte do modelo, o tanquinho de apenas 5,5 litros da Biz (4,2 l na Yamaha...) tornaria a viagem uma odisseia cujo título poderia ser “Em busca do posto perdido...”. Ou seja, que dá, dá, mas há modelos melhores para uma empreitada desse calibre.
Então, é preciso uma moto grande para viajar? José Albano diz que não. Renomado fotógrafo cearense que começou a andar de moto depois dos 40 anos, Zé empreendeu diversas viagens a pontos muito distantes de sua criativa casa nas areias da praia de Sabiaguaba, em Fortaleza.
Yamaha XT 660Z pode rodar por terra e asfalto (Foto: Raul Zito/ G1)Yamaha XT 660Z Ténéré vai bem no piso ruim
(Foto: Raul Zito/ G1)
No lombo de uma Honda ML 125 do comecinho dos anos 1980, Zé Albano sabiamente substituiu a pressa de chegar pelo prazer de passear. Em seu livro, “O manual do viajante solitário”, há nas entrelinhas uma regrinha básica que se aplica não apenas à viagens de moto, mas, principalmente, à vida: mais importante do que alcançar o objetivo é aprender as lições que o caminho até ele ensina. Filosofia? Sim, puríssima.
Zé e sua 125 são “auto-suficientes”. Na moto vai pouca bagagem, mas não falta a barraca, o fogareiro e alimentos básicos. Cansou? Para, come e dorme. Onde? Onde quer que seja, preferencialmente perto da estrada, mas longe da vista de quem passa nela, camping selvagem.  Medo? Ele mesmo responde: “Aprendi a dar uma resposta às inúmeras pessoas que me abordam com a frase: “Mas que coragem!” A minha resposta é: “Coragem é a sua de ver a vida passar dentro de casa! Como é que você tem coragem de gastar a vida desse jeito?”
BMW K 1600 GTL (Foto: Raul Zito/G1)BMW K 1600 GTL esbanja conforto
(Foto: Raul Zito/G1)
Albano representa um tipo extremo de motociclista, a prova de que não há limitações de trajeto para uma moto, qualquer que ela seja, desde que se respeitem seus limites e características.
Mas é claro que a indústria do setor já bolou motos para levar você (e acompanhante, se for o caso) com um conforto digno de classe executiva de voo intercontinental. Exagerei? Pouco, bem pouquinho, e disso sabem os agraciados com ao menos um par de quilômetros ao guidão da “nave” Honda GL 1800 Gold Wing que, acreditem, é a máquina que se move sobre duas rodas mais confortável que o ser humano criou.
E atenção, eu disse “mais confortável”, pois, nessa mesma categoria há a BMW K 1600 GTL, que pode ser considerada a “mais performante” da classe, enquanto a mãe de todas elas, a Harley-Davidson Electra Glide Ultra, pode ser chamada de a mais icônica, clássica ou lendária. Ou tudo isso junto.
Honda VFR 1200X Crosstourer (Foto: Divulgação)Honda VFR 1200X Crosstourer é opção de
aventureira, como a BMW R 1200 GS
(Foto: Divulgação)
Seja qual for, em uma dessas a experiência de viagem é quase um ritual místico, onde condutor e acompanhante se sentem abduzidos para uma galáxia especial onde tais “naves” – que exigem donos com finanças saudáveis – são exceção e não regra. Resumindo: são para poucos. Além disso, é importante lembrar que este tipo de motocicleta não digere bem estradas ruins, o que, infelizmente, as torna limitadas a poucas rodovias de nosso grande Brasil.
Caso oposto no quesito versatilidade (mas não no que diz respeito ao preço alto) é o das big trails, cuja referência é a BMW R 1200 GS Adventure. Ela engole literalmente tudo o que você apresentar sob seus pneus – terra, lama, pedras, areia e muito asfalto – tendo como parceiros um grande tanque de combustível que favorece rodar sem tanto estresse em busca do posto, assim como proteção aerodinâmica e excelente capacidade de carga.
Nada melhor do que uma GS (e suas assemelhadas, como a Yamaha Super Ténéré, a Honda Crosstourer e Kawasaki Versys Grand Tourer, entre outras) para ir literalmente onde você quiser. Exigem habilidades especiais? Sim, são motos que demandam certa manha e, quanto pior for a estrada, mais talento será necessário para domar tanta exuberância.

O mundo ‘normal’
Felizmente entre esses extremos de veículos e roteiros há o mundo “normal”, onde a maioria de nós se enxerga. E neste universo do possível e do viável há a viagem bate-e-volta de final de semana, onde o limite quem determina é seu traseiro, pois tanto você pode ser do tipo que acha moleza rodar mil quilômetros em um dia quanto ser o cara que se satisfaz com uma centena, ou nem isso.
Kawasaki; ER-6n; moto; lançamento; 2013; naked; ZX-14R; esportiva; motocicleta; novidade; modelo (Foto: Divulgação)Kawasaki ER-6n vai bem, mas tem pouca proteção
aerodinâmica (Foto: Divulgação)
Para essas viagens, a moto do dia a dia serve. Talvez até mesmo seu scooter seja ótimo para descer a serra e pegar uma praia, ou subir a montanha e fugir do calor do verão. O importante é ter sempre em mente as limitações: suas e da sua motocicleta. E entender que há modelos mais adequados para viagem e outros mais adaptados ao uso urbano ou esportivo.
As naked médias, categoria “larga” na qual incluímos desde a Yamaha Fazer 250 até a Kawasaki ER-6n, funcionam de modo excelente na estrada, apenas com o senão da proteção aerodinâmica ser zero, o que acaba prejudicando manter de um ritmo de viagem rápido.
Já uma Yamaha XJ6 F ou a Honda CBR 600F, dotadas de carenagem, literalmente mudam a vida de seus donos para melhor se comparadas às irmãs XJ6 N e Honda CB 600F Hornet, nuas como Adão e Eva.
Electra Glide Ultra Limited  (Foto: Divulgação)H-D Electra Glide Ultra Limited (Foto: Divulgação)
O mesmo paralelo serve para duas populares motocicletas, muito acessíveis, e que permitem boas viagens caso não haja pressa: Yamaha XTZ 250 Ténéré e a Honda XRE 300. A primeira salva a pátria do seu condutor desviando o ar com competência por conta do pequeno mas cumpridor para-brisa. A XRE não tem nada de proteção e, portanto, cansa bem mais.
Custo-benefício
Degraus acima destas duas estão devoradoras de quilômetros, recomendáveis pela ótima relação custo-benefício sob o ponto de vista viajante: são elas a Honda XL 700V Transalp e a Yamaha XT 660 Ténéré, que não se assustam com distâncias grandes nem piso ruim, conciliando isso com bom conforto.
Moto; motocicleta; Ninja; Kawasaki; ZX-14R; esportiva; lançamento; Suzuki; Hayabusa; GSX1300; teste; avaliação; primeiras; impressões (Foto: Renato Durães/G1)Esportivas podem ser cansativas, como a Kawasaki
ZX-14R (Foto: Renato Durães/G1)
Já os fascinados pela velocidade optam por motos de outras tribos para enfrentar viagens de qualquer extensão. No topo da cadeia alimentar estão as brutais Kawasaki ZX-10R, Suzuki GSX-R 1000 e derivadas. Conforto? Nenhum. Em troca, dão precisão, estabilidade e potência explosiva.
O limite de velocidade é 120 km/h nas melhores estradas, certo? Porém, ainda não há restrição ao tempo no qual, saindo de um pedágio, você alcança essa marca... E isso, para alguns, pode ser a recompensa para pernas dobradas e costas encurvadas.

Pincelamos aqui as possibilidades de motos e o que pode se fazer com elas se o tema é viajar. A conclusão é que todas valem a pena desde que haja consciência das limitações oferecidas pela moto e pelo roteiro. Na semana que vem o tema viagem estará de volta.
Roberto Agresti (Foto: Arquivo pessoal)

Roberto Agresti escreve sobre motocicletas há três décadas. Nesta coluna no G1, compartilha dicas sobre pilotagem, segurança e as tendências do universo das duas rodas.

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Dicas do Off Road: Reparos de Emergência


Sair para fazer uma Trilha no final de semana e acabar no meio do caminho com a moto estragada é realmente muito ruim. Ninguém quer que isso aconteça mas, cedo ou tarde sempre acaba acontecendo com alguém do nosso grupo. Nessas horas, criatividade é fundamental para poder improvisar com o que se tem em mão para continuar a trilha. Abaixo damos umas dicas de como se virar em situações em que todo treieiro está sujeito a encontrar. 

         Se sua Moto afogar no rio:
1- Se o click ficar duro para descer não force. O motor está cheio de água.
2- Tire a vela de ignição e o filtro de ar. Seque qualquer água que tiver dentro do filtro de ar. Seque o cachimbo para não haver fuga de corrente.
3- Esprema bem o filtro de ar para tirar toda a água e sujeira e coloque para secar. Observe pelo filtro e pelo tipo de rio qual o tipo de água que entrou no seu motor. Se foi água limpa ok mas se tinha muita terra ou areia misturada à água pode ser sinal de problemas.
4- Feche a torneirinha de combustível, vire a moto de cabeça para baixo , engate uma marcha qualquer e rode a roda traseira para expulsar a água do motor. Enquanto estiver rodando a roda observe o barulho do motor. Se o motor faz um barulho de algo raspando, pode ter areia dentro do motor. Tentar fazer a moto funcionar assim pode fundir o motor. Melhor rebocar a moto para uma oficina por que vai precisar abrir o motor para uma lavagem das peças.
5- Voltar a moto para a posição normal, escorra a gasolina que fica dentro do carburador por que ela pode ter se contaminado também.
6- Verifique se tem água dentro do magneto (tampa do lado esquerdo do motor perto do pedal de marcha). Em algumas motos 4T o magneto fica dentro do óleo do motor. Nesse caso não devemos mexer com isso. Na Agrale também não é bom tirar essa tampa por que vai vazar toda a água do radiador. Se a tampa for de plástico pode tirar sem medo.
7- Jogar um pouco de gasolina pelo buraco da vela de ignição.
8- Instalar a vela e tentar fazer a moto ligar. O mais fácil é tentar com o afogador puxado e sem acelerar.
9- Se a moto não pegar logo, tire a vela e sopre-a, (observe se ela está molhada de água) jogue um pouco de gasolina dentro do motor, coloque a vela no lugar, e tente fazer a moto ligar novamente. Repita os passos de 8 e 9 até a moto pegar.
10- Caso a moto não esteja querendo ligar investigue algum outro problema. Veja se ela está dando faísca. A água pode ter entrado nas conexões elétricas ou no botão do engine stop. Veja se a gasolina que chega no carburador é pura.
11- Quando a moto pegar, ainda demora um pouco para ela aceitar aceleração. Coloque o filtro de ar com a moto ligada para evitar que ela morra.
12- Depois verifique se o óleo da caixa ficou esbranquiçado, tipo leite. Se for o caso é por que entrou água na caixa de marcha. Confira a lubrificação da suspensão traseira, dos rolamentos das rodas e do desmultiplicador. Pode ter entrado barro também dentro do cabo do velocímetro.

Pneu furado na Trilha:
Se o seu pneu furar no meio de uma Trilha, você deve ir para um borracheiro o mais rápido possível. Quando mais a moto andar maior é o risco de estragar o pneu ou até mesmo a roda da moto. Se alguém tiver um spray para reparo instantâneo de pneus pode ser que funcione. Se você andou com o pneu vazio é capaz de não funcionar. Sempre vale a pena ter um às mãos. Eles já me salvaram muitas vezes. Leia as instruções no rótulo e se o pneu não voltar a esvaziar no dia seguinte o furo estará remendado por algum tempo. Eu digo por algum tempo por que o spray veda o furo entupindo-o e mais cedo ou mais tarde acabará vazando pelo buraquinho que ainda estará lá.
1- Em primeiro lugar, confira o aperto da trava de pneu. Procure algum prego ou raio solto enfiado no pneu. Retire o prego ou o raio antes de continuar andando com a moto para não aumentar o furo. Se o prego estiver impedindo a saída do ar deixe ele onde está.
2- Tente andar sem freadas ou acelerações bruscas.
3- Coloque seu peso mais na roda que está boa.
4- Evite passar nos buracos e desvie de todas as pedras. (se possível)
5- Se o pneu estiver querendo sair da roda amarre-o com uma corda ou um arame.
6- Ande de vagar. Cuidado nas curvas e freadas.
7- Quando o borracheiro desmontar o pneu tente descobrir por que o pneu furou. Pode ser uma ponta de raio, alguma rebarba no aro da roda, a câmera pode ter rasgado quando você bateu em uma quina de pedra, a trava de pneu pode ter mordido a câmera, o pneu pode ter rodado no aro ... e pode ser um prego que ainda está no pneu.

Cabo de Embreagem ou acelerador arrebentado:
Esse é um defeito de fácil prevenção, normalmente os cabos arrebentam nas extremidades. Quando começar a desfiar troque o cabo por que ele não vai durar mais quase nada. Olhe também se o seu cabo foi queimado pelo escape ou se o guidon não esmagou ele. Se quando você aperta a embreagem ou acelera e sente que algo está raspando, verifique se não é o cabo de aço que está desfiando.
Existe uma pecinha própria para essas situações: O quebra galho. É só aparafusar na ponta do cabo de embreagem que dá para continuar andando com a moto. Evite usar a embreagem por que às vezes ele não resiste muito tempo.
No caso do acelerador o quebra galho é muito grande. Arrume um interruptor de luz. Olhe que atrás dele, tem um lugar de enfiar o fio e apertar um parafuzinho. Arranque essa pecinha com um alicate e use como quebra galho. Se arrebentar em baixo, no carburador, tome cuidado para que não caia nenhum pedaço do cabo arrebentado e o quebra galho dentro do motor.
Provavelmente vai precisar regular a embreagem ou o acelerador novamente

Embreagem patinando:
1- Evite acelerar muito.
2- Passe as marchas antes do momento que você passaria normalmente.
3- Evite os morros.
4- Não espere acabar a embreagem totalmente para ser rebocado. Se estiver difícil, enquanto alguém te reboca você só acelera um pouquinho para ajudar.
5- Se a caixa de marchas estiver esquentando muito perto de onde fica a embreagem, (perto do pedal de freio) pare e espere esfriar.
6- Cabo de embreagem agarrando ou regulado muito alto podem fazer a embreagem patinar. Volte a alavanca da embreagem lá no motor com a mão.

Corrente arrebentada:
Se a corrente de alguém arrebentar no meio de uma trilha, verifique se não foi só a emenda que soltou. Nesse caso é só colocar outra emenda observando o sentido da trava e continuar a trilha normalmente. Caso não tenha nenhuma emenda ou a corrente tenha arrebentado de jeito que não dê para consertar, a moto vai ter de ser rebocada. Se a corrente estiver presa na roda ou no pinhão e você não consegue tirar ela, tente soltar a roda ou o pinhão para facilitar.

Para rebocar outra moto:
1- Amarre as motos com distância de uns 2 metros uma da outra.
2- Cuide para que a corda não entre na roda.
3- Mantenha a corda sempre esticada para evitar dar tranco em quem está sendo rebocado.
4- Nas descidas a moto que vem atrás deve frear a da frente. Se a descida for grande vale a pena desamarrar as motos.
5- As motos 4T são melhores para rebocar que as 2T. Quanto mais torque em baixa a moto tiver melhor. Uma XR 250 é melhor para puxar outra moto que uma CR 250.
6- Se não tiver corda improvise com qualquer coisa (arame, mangueira, corrente da moto que estragou...)

Radiador furado:
Se o radiador da sua moto estiver vazando, e se o vazamento não for muito grande, talvez dá para dar um jeito. Procure um boteco na trilha e peça um ovo cru. Jogue a clara do ovo dentro do radiador. Massa de tomate também funciona. Na maioria das vezes o furo para de vazar.
Se for uma mangueira vazando, tente enrolar umas tiras de câmara de ar ou fita isolante na mangueira.

Pedal de Marcha quebrado:
Se o seu pedal de marcha quebrar ou simplesmente sumir, coloque uma marcha com um alicate. Se for em uma Trilha tente ir de segunda ou primeira se a segunda for fraca. Na estrada, empurre a moto um pouco para ajudar a arrancar e use uma terceira ou quarta.



Por: Eriton Motos
Fonte: www.regularidade.com.br
Foto: www.regularidade.com.br
Data

01/2014

terça-feira, 6 de outubro de 2015

Off Road:10 motos indicadas para iniciantes nas trilhas

Pilotar uma moto off-road é certeza de aventura e adrenalina em altas doses. Mas antes de se aventurar nas trilhas é preciso escolher a motocicleta ideal pode fazer toda diferença entre uma curva crescente de aprendizado e uma série de quedas que, na melhor das hipóteses, vão fazê-lo desistir da prática. Pensando nisso, a Infomoto reuniu em uma lista os modelos ideais para quem não vê a hora de fazer a sua estreia nas trilhas e encarar muita lama, terra e cascalho pela frente. E depois de escolher a sua, clique aqui e confira as dicas para se sair bem na trilha.

1- Honda CRF 150F

Modelo de entrada da Honda no segmento off-road, a CRF 150 é indicada para os iniciantes de estatura menor, devido às rodas de 19" na dianteira e 16" na traseira.O motor monocilíndrico quatro tempos de 149,2 cm³ pode gerar até 14 cv a 8.500 e oferece a potência suficiente para quem está começando e ainda traz o benefício da partida elétrica. O preço sugerido aqui pela Honda é de R$ 8.790.

2- Yamaha TT-R 125LWE

A marca dos três diapasões também oferece para o público brasileiro dois modelos criados especificamente para o off-road. O menor deles é a TT-R 125. Equipada com um motor quatro tempos de 124 cm³ e pesando apenas 83 kg a seco, a pequena aventureira da Yamaha é o modelo mais leve da nossa lista. É um dos mais indicados para os adolescentes que estão começando no off-road, uma vez que suas rodas dianteira e traseira têm aros 19 e 16 polegadas, respectivamente. Seu preço sugerido é de R$ 7.530 e inclui partida elétrica.

3 - Yamaha TT-R 230

Evolução natural dos pilotos que começaram com a versão de 125cc, a TT-R 230 conta com um propulsor monocilíndrico quatro tempos de 223 cm³. Um pouco mais potente do que sua irmã menor, o modelo médio da Yamaha também pode ser uma opção de início direto. Principalmente para pilotos mais velhos e de estatura maior, já que conta com rodas aro 21 na dianteira e 19 na traseira. Equipada com partida elétrica, a TT-R 230 sai por R$ 10.800.

4 - Honda CRF 230F

Com 107 kg a seco, a CRF 230 é leve e o motor monocilíndrico quatro tempos de 223 cm³ é capaz de gerar até 19,3 cv de potência a 8.000 rpm. Feita para os adultos iniciantes, conta com rodas 21 e 19, na dianteira e traseira, respectivamente, porém seu comportamento é dócil e ideal para quem está aprendendo. A partida elétrica é outro item bem vindo. Afinal, depois de horas de trilha e dependendo da situação, até dar a partida com o pé pode ficar difícil. O preço sugerido também é de R$ 10.800.

5 - Kawasaki KX 100

Embora a baixa capacidade cúbica e as rodas menores (19" na frente e 16" atrás) sugiram uma moto para iniciantes, a KX 100 está em outro patamar. O motor monocilíndrico de 99 cm³ da off-road da Kawasaki é dois tempos, portanto mais arisco, e tem refrigeração líquida. Outro diferencial é a presença do freio a disco traseiro, que é pouco recorrente nos modelos de baixa cilindrada. Recentemente apresentada ao mercado brasileiro pela Casa de Akashi, a KX 100 chega em 2013 por R$ 19.800.

6 - Mormaii VT 250

Se a ideia é fugir das tradicionais marcas japonesas na hora de escolher uma média cilindrada para off-road, a VT 250 da Mormaii pode ser uma boa opção para quem está começando. O motor monocilíndrico quatro tempos de 249,6 cm³ é refrigerado a líquido e capaz de gerar até 26 cv a 7.500 rpm. O modelo, que conta com freios a disco nas duas rodas e suspensão dianteira invertida, tem partida elétrica e a pedal. O preço sugerido pela marca é de R$ 16.950.

7 - Gas Gas EC 250F Cami

Com o nome que significa caminho no idioma catalão, a Cami foi lançada no Brasil recentemente com o objetivo de fisgar os iniciantes no off-road. Equipada com rodas de 21" e 18", na frente e atrás, respectivamente, essa 250cc foi feita para pilotos mais iniciados. O propulsor monocilíndrico é quatro tempos e tem 249,6 cm³ de capacidade com refrigeração líquida. O modelo espanhol ainda conta com outros itens diferenciais, como freios a disco nas duas rodas e as opções de partida elétrica e a pedal. O preço sugerido no Brasil pela marca espanhola é de R$ 17.800.

8 - KTM Freeride 350

Apresentada no último Salão de Milão, a Freeride 350 traz motor monocilíndrico quatro tempos de 349,7 cm³. A mais forte entre os modelos que listamos, a Freeride conserva o apelo para iniciantes devido ao baixíssimo peso de 99 kg. Os outros destaques do modelo austríaco ficam por conta da suspensão invertida e os freios a disco nas duas rodas com assinatura da Brembo. Infelizmente, a moto não está disponível no Brasil, mas quem tiver os contatos certos e - principalmente - dinheiro no bolso pode começar seu enduro já no momento da compra, ao importá-la para o Brasil.

9 - Kawasaki KLX 140L

Com propulsor quatro tempos de 144 cm³ a KLX 140L é outra do time das que não estão disponíveis no Brasil, mas são indicadas para iniciantes. As rodas menores (19" na dianteira e 16" na traseira), além do baixo peso - de 95 em ordem de marcha - fazem do modelo boa opção para pilotos jovens e/ou de baixa estatura. Assim como a KX 100, esta off-road da Kawasaki também conta com freios a disco nas duas rodas.

10 - Suzuki DR-Z 125L

Equipada com propulsor monocilíndrico quatro tempos de 124 cm³, a DR-Z 125L é outra opção para os novatos. As rodas de 19" e 16" na dianteira e traseira, respectivamente favorece a quem tem menor estatura, mas a partida a pedal sem alternativa tira um pouco do conforto do piloto - embora conforto e off-road não sejam palavras que costumam andar juntas. Infelizmente, a DR-Z 125L também não está disponível no Brasil, mas pode ser encontrada no mercado norte-americano.

Fonte: Infomoto

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Café racer CB 400 e 450

Este Kit de café racer pode ser encaixado na cb 400 ou 450 sem cortar ou modificar quadro, podendo também voltar a forma original da moto. Os escapamentos são duas ponteiras de harley davison 883. 
Confira o visual - Seguiu daqui para oficina de Motos BECK para terminar eletrica e carburação. 
Esta das fotos ficou conforme a encomenda de nosso cliente. Você quer um kit nos escreva hotpartss@gmail.com ou tel (19) 41032382 . Despachamos para você. também temos para outras motos. 
Vendemos o kit ou peças separadas. rabeta, laterais, lanternas, suporte de placas, guidon .

Como Pilotar Moto na Trilha | Dicas e Técnicas de Pilotagem de Moto



Nesta seção vamos tentar passar ao Rôia… ops! digo, vamos tentar passar a você um pouco do conhecimento que adquirimos durante nosso tempo de trilheiros. São coisas simples, básicas para quem está começando a andar ou já anda ha algum tempo, mas não domina muito a sua moto. O difícil é lembrar de tudo na hora do sufoco… mas com o tempo as reações passam a ser mais automáticas.
De forma geral, com um posicionamento correto na moto você pode evitar grandes tombos e melhorar sua performance nas trilhas, desde as trilhas de baixa até as de alta velocidade. Às vezes pode-se sair de situações difíceis usando apenas o equilíbrio, pode-se ficar em pé na moto, e ir balanceando o peso do corpo para deixar a moto em equilíbrio.
Manter sempre os cotovelos altos, um pouco acima do guidão também ajuda. É importante evitar acelerar ou frear de forma muito brusca, isto pode provocar descontrole, derrapagem e implicar em sua queda. Outra regra: Use a embreagem apenas para a troca de marcha. Evite ao máximo empregar a embreagem como recurso para superar obstáculos, tal atitude pode danificar seus discos a ponto de sua moto ficar sem embreagem e você ficar ferrado.

Vejamos algumas dicas mais específicas:

  • Pilote sempre em pé: Isso vale para as trilhas de final de semana, provas de Enduro, Cross-Country e provas curtas.Pilotando em pé, você vai sentir menos as “imperfeições” do terreno. Por exemplo: passando num atoleiro, sua moto escorregou feio. Sentado, sua bunda e suas pernas são jogados para o lado fazendo com que você perca equilíbrio, pois seu tronco ficou no mesmo lugar. Estando em pé, seu corpo todo seria deslocado, mas você ainda estaria mantendo equilíbrio. Parece estranho mas, com o tempo, você verá que isto é um fato. A posição ideal é: Joelhos levemente dobrados, as pernas segurando a moto, coluna levemente inclinada para a frente e cotovelos dobrados, voltados para cima. Com a moto parada, sua posição deixa você em pé, equilibrado. Você nunca deve se apoiar no guidão, seja jogando ou segurando seu peso. Você SEMPRE deve estar apoiado nas suas pernas, não nos braços.
  • Mantenha seu centro de gravidade: Mas o que é isso meu irmão ??? Simples. Alguém já deve ter dito à você: “Quando estiver numa subida, encoste a barriga no tanque. Quando estiver descendo, vá para trás do banco…” Bom, é quase isso. Simplificando, manter seu centro de gravidade é manter seu corpo sempre em pé (ereto). Se estiver numa subida, apenas a moto deve se inclinar com o barranco. Seu corpo deve continuar “no prumo”. Ou seja, o tanque vem até você, não é você que vai até ele. pode ser que ele nem chegue, ou que ele queira passar da sua barriga, tudo depende da inclinação da subida. O importante é manter o corpo sempre na mesma posição de equilíbrio de quando se está no plano. O mesmo vale para as descidas. Quando se está descendo, apenas a moto deve inclinar-se para baixo. Claro que, numa descida, você não vai conseguir ficar em pé, senão terá de largar do guidão. Mas suas pernas e cintura deverão permanecer o mais ereto possível, inclinando apenas o tronco. Isso fará com que o seu peso seja deslocado para trás e você continue em equilíbrio.
  • Deixe os dedos indicadores sobre os manetes: No começo, vai ser uma droga. Seus dedos vão doer, vai parecer que você não consegue segurar o guidão com firmeza, etc. Isso passa. Quantas vezes você não escorregou por ter travado o freio dianteiro ? Pode ter certeza que foi porque você tomou um susto e “alicatou” o freio. Quantas vezes você não deixou a moto morrer, porque não apertou a embreagem a tempo ? Se você estiver com os dedos já posicionados, as reações são muito mais rápidas e precisas. Você não vai mais “alicatar” o freio, pois o seu dedo já vai estar na posição certa quando você precisar dele. O mesmo vale para a embreagem.
  • Curvas abertas: Não importa se o terreno está liso ou não, o método é o mesmo. Mantenha-se em pé, não sente. Ainda em linha reta, comece a desaceleração, vindo pela parte de fora da curva. Antes de iniciar a curva, trave seu freio traseiro, fazendo com que a moto derrape para se alinhar à parte de dentro da curva, apontando para a saída dela. Assim que ela estiver se alinhando, faça pressão na pedaleira do lado de fora da curva e retome a aceleração. Isto vai fazer com que você termine de derrapar enquanto aumenta a velocidade e, ao mesmo tempo, mantém seu corpo e a moto equilibrados, por causa da pressão na pedaleira. A melhor maneira de treinar este tipo de curva é fazê-las num terreno liso, forçando a derrapagem, até que você sinta confiança de que não vai sair voando curva afora.
  • Curvas fechadas: Existem muitos modos de se fazer uma curva fechada. Vamos explicar dois deles. Ambos têm seu prós e contras: 1a.: Imagine um ponto no meio da curva. Trace uma reta que vai de onde você está até este ponto e outra que vai do ponto para a saída da curva. É assim que você vai fazê-la. Como ? Simples: Não reduza a velocidade; freie pouco antes do ponto determinado, travando a roda traseira e derrapando a moto de forma que ela se alinhe à outra reta. Pronto, a curva está feita. Enquanto você derrapa, reduza a marcha para já sair forte da curva. A desvantagem desta curva é que você sai um pouco mais lento mas, em compensação, você freou depois do seu adversário e não precisou fazer uma “tomada” de curva, só precisou de um ponto; 2a.: Você irá reduzir um pouco antes da curva e, ao entrar nela, deslocar seu centro de gravidade para frente (sentando quase em cima do tanque), jogar a perna que estiver do lado de dentro da curva para frente, em direção à roda dianteira (não é para pôr o pé no chão, é para aumentar o peso na roda da frente) e calçar o máximo que puder o outro pé na pedaleira. Isso fará com que você aumente o peso na roda dianteira evitando que ela escorregue e manterá seu equilíbrio quando a roda traseira derrapar. Num ponto da curva (você vai ter que descobrir o seu ponto) você começa a acelerar forte. A moto deve escorregar um pouco. Quando alinhar a moto na reta, você já deve estar voltando para a posição em pé, jogando seu peso na roda de trás para dar mais tração à roda traseira. A vantagem é de você sair forte da curva. Com prática, você deve conseguir fazer mais rápido do que a outra, mas você precisa de espaço para isso. Se estiver no corpo-a-corpo e seu adversário souber fazer a outra curva, é provável que você fique para trás.
  • Frenagem: Todo mundo sabe acelerar, mas poucos sabem frear. Pra quem não sabe, o principal responsável por parar a moto é o freio dianteiro, não o traseiro. Em linha reta e em alta velocidade, a melhor maneira de diminuir a velocidade rapidamente é se mantendo em pé na moto, com o corpo inclinado para trás. O uso do freio dianteiro deve ser progressivo, ou seja, você deve começar a pressioná-lo levemente e ir apertando aos poucos. Nunca fique dando “trancos” no freio, não ajuda em nada. O freio traseiro deve ser usado levemente, para ajudar na desaceleração. Outra dica importante é observar o terreno sobre o qual vc freia, isso pra se ter uma idéia do quanto vc pode frear sem cair e do quanto utilizar de cada freio. Em descidas com o chão cheio de pedras,por exemplo, use mais o freio traseiro, frear a dianteira é tombo certo.
  • Pilotando no barro: Escolha o caminho mais seguro para evitar uma possível queda. Deixe a moto numa marcha reduzida, mas mantenha o giro do motor bem alto, para que o pneu mantenha-se limpo e não fique preso nas canaletas. Não confunda giro alto com velocidade. A velocidade será baixa, só o giro do motor que ficará alto.
  • Pilotando na areia: Para não correr o risco de atolar, você deverá manter a roda dianteira bem leve. Para isso, mantenha-se sempre em pé na moto, com o corpo levemente inclinado para trás. Isto fará com que você alivie o peso na roda dianteira e aumente na roda traseira, o que dará mais tração. Aqui você também utilizará uma marcha reduzida, mas não tanto quanto no barro.
  • Pilotando em piso duro: Este tipo de terreno parece tão liso quanto o barro, parece que seu pneu traseiro está furado. Para andar bem aqui, você deve utilizar uma marcha mais alta, deixando o motor trabalhar com um giro mais baixo, evitando que a roda traseira perca tração. Aceleradas bruscas e alto giro farão com que você derrape facilmente.
  • Pilotando nas pedras: Mantenha-se em pé na moto, com o corpo levemente inclinado para a frente, aumentando o peso na roda dianteira, para evitar que ela “saia da mão”. Entretanto se for uma descida, posicione-se mais atrás no banco e freie mais com a roda traseira pra evitar que a dianteira trave e te jogue no chão. Num terreno muito acidentado, utilize uma marcha reduzida, para poder conseguir obter uma resposta rápida da moto, caso precise superar algum obstáculo.
  • Buracos: são inevitáveis nas trilhas, tome cuidado com erosões que formam verdadeiras grotas pelo caminho. Caso o buraco seja pequeno reduza a marcha, puxe o guidão e acelere, a moto vai dar um empinadinha e passará por ele, mas aguarde pelo coice da roda traseira, lembre-se: sua moto tem DUAS rodas. Caso o burraco seja grande é melhor ir devagar, depois de cair dentro é preciso que o motociclista puxe a roda dianteira da moto junto com outra pessoa para sair.
  • Erosões ou Cavas: São erosões formadas por enxurradas que às vezes são tão grandes que quase escondem a moto dentro. Nas cavas grandes é preciso tomar cuidado para não entortar os pedais de câmbio e freio. Você pode tentar jogar o pneu dianteiro na parede da cava e tentar sair do outro lado, mas, nem sempre a moto e as pernas do piloto cabem, é preciso “caminhar” com os pés fora da cava e a moto dentro.
  • Raízes ou galhos caídos: são sempre um problema durante a trilha. Se o trilheiro não for para cima firme, principalmente em subidas, a moto passa o pneu da frente e fica prezo na raiz pelo de trás, ele perde tração e derrapa, geralmente não adianta acelerar, você estará desgastando inutilmente os pneus.O negócio é o seguinte: se não der para passar margeando o pneu dianteiro em algum morrinho lateral, você deve chegar com a moto numa com uma marcha reduzida, puxar o guidão para trás em pé e acelerar, a moto vai levantar a dianteira e passar sem problemas, se estiver numa boa velocidade não terá problemas para passar a traseira. Importante: a moto deve estar alinhada com o obstáculo, se entrar na diagonal um dos pneus pode derrapar e te dar um rabada daqueles. Isto vale para raízes, pedras, etc…, agora se ainda não está confiante o bastante tente passar devagar e dê uma ajuda a moto com as pernas ou saia de cima da moto.
  • Troncos caídos: é necessária uma “empinadinha” na roda dianteira para passar a frente da moto, quando o protetor do Carter bater no tronco, a moto deverá ser inclinada para frente e com a ajuda do corpo a roda traseira encosta-se ao tronco, então basta acelerar. Vá devagar, se não vc pode amassar os frisos da roda. A mesma técnica vale para pedras grandes no meio do caminho. É preciso uma atenção caso haja muitos tocos na trilha. Os acidentes mais comuns causados por eles são: dedos e pés fraturados. Se não tiver equipamentos, só amor nos dedos, vá com calma!!!
  • Saltos inesperadas: quando você for enfrentar um obstáculo em alta velocidade e não der para você diminuir a velocidade a tempo, apenas se posicione corretamente na moto e quando chegar no obstáculo faça uma pequena força puxando o guidão para cima, evitando que a frente caia. Nos saltos é sempre aconselhado cair com a roda traseira ou com as duas rodas juntas. Cair forçando a roda dianteira é problema! É necessário que o trilheiro tenha a coragem de enfrentar o obstáculo para evitar acidentes e danos a moto ou a ele mesmo. Normalmente num pulo em velocidade alta com a moto bem alinhada ao obstáculo dificilmente acontece algo errado, a moto pula de forma correta, sendo necessário apenas que o trilheiro fique em pé na moto para melhorar o equilíbrio, terminando o salto.Agora quando o trilheiro entra freando no obstáculo, a moto tende cair à frente, é quando acontece o acidente. Normalmente os trilheiros danificam suas motos nos obstáculos inesperadas que surgem nas trilhas de média e de alta. Mas não seja MUITO louco, em trilhas novas ou desconhecidas é melhor ir com calma nas primeiras vezes.
  • Riachos: escolha o caminho que achar mais apropriado, se for a primeira vez q se passa no riacho, é bom checar a profundidade, e caso entre, não fique esperando que Deus ajude… acelere e só pare quando já estiver tranqüilo do outro lado. É importante não deixar a água atingir o filtro de ar, nem deixar a moto cair no rio. Para facilitar a visão do piloto pode-se ficar em pé nas pedaleiras e mesmo que pareça refrescante, não deve passar muito rápido pelo riacho porque pode ter uma pedra ou tronco submerso.A dica é, a parte do riacho que tem correnteza é o local mais raso, e caso ele tenha partes claras e escuras, as escuras mostram locais mais fundos.
  • Atoleiros: deve-se escolher o caminho mais seguro para evitar quedas, tentando ao mesmo tempo uma pilotagem agressiva e cautelosa, andar sempre com a marcha reduzida fazendo com que o motor esteja em alto giro para que se mantenha o pneu limpo. O embalo é essencial, pelo menos irá vencer boa parte do atoleiro na velocidade. No caso da moto atolar não adianta nada ficar acelerando, pois a moto afunda mais. Desça da moto e mãos a obra…
  • Pântanos ou Brejos: Não seja burro: Evite-os. Muitos trilheiros acabam afundando em brejos porque se iludem achando que vários matos e plantas significam solo mais resistente e, sem saber, acabam passando por uma fria. Nas partes mais úmidas a moto afunda muito, e solo faz sucção nos pneus e no pé do trilheiro. Não tente sair de um brejo acelerando quando ve que sua moto não se move, assim você só irá afundar mais. A melhor alternativa é chamar um amigo para te ajudar a empurrar e ir acelerando vagarosamente. Se a coisa ficar feia mesmo e você não tiver levado uma corda, reze pra alguém ter levado.
  • Na duvida, ACELERE!!!: Sei que isso parece uma frase de efeito, mas é a mais pura verdade. O fato é que: o que te dá equilíbrio é o giro das rodas, pouca velocidade implica em pouco giro nas rodas e conseqüentemente pouco equilíbrio. Então em vez de ficar pensando “Eu freio, eu paro, eu acelero, eu escoro com o pé, eu chamo São Benedito?” … não teha dúvida, acelere !
fonte: http://www.terranozoio.cjb.net/